MARCAS E HISTÓRIAS: WARNER BROS

A corporação homenageia os seus quatro fundadores, os irmãos Warner (nascidos como Wonskolaser)[1][2]Albert Warner (nascido Aaron), Sam Warner (nascido Szmul), e Jack Warner (nascido Itzhak), judeus que haviam emigrado da Polônia, que na época era parte do império Russo, para Ontário, Canadá. Os três irmãos mais velhos começaram os negócios com exibição de filmes, tendo adquirido um projetor de filmes, a qual eles exibiam filmes em pequenas cidades da Pensilvânia e de Ohio. Eles abriram seu primeiro cinema, O Cascade, em New CastlePensilvânia em 1903. (Atualmente o Cascade é batizado de Cascade Center, um complexo com shopping, restaurantes e atrações em homenagem a herança da família Warner).[3] Em 1904, Os Warners fundaram em Pittsburgh a Duquesne Amusement & Supply Company,[3] precursora da Warner Brothers Pictures (agora Warner Bros. Pictures, subsidiária da Warner Entertainment) para distribuir filmes, sendo que dentro de alguns anos passou a distribuir em mais de quatro estados.

Em 1912 Harry Warner contratou um auditor chamado Paul Ashley Chase. Já próximo da Primeira guerra Mundial, eles começaram a produzir filmes, sendo que em 1918 os irmãos abriram a Warner Bros. studios na Sunset Boulevard em Hollywood. Sam e Jack Warner produziam filmes, enquanto Harry, Albert e seu auditor controlavam as finanças e a distribuição em Nova Iorque. Foi durante a guerra que eles exibiram nacionalmente o filme My Four Years in Germany baseado no best seller de James W. Gerard. Em 4 de abril de 1923, com o auxilio de um empréstimo bancário dado a Harry Warner pelo seu banqueiro, Motley Flint,[4] foi formada oficialmente a Warner Brothers Pictures, Incorporated.

O primeiro grande negócio da companhia foi adquirir os direitos de uma peça da Broadway, The Gold Diggers, de Avery Hopwood, pertencente ao empresário David Belasco. Todavia, o que realmente colocou a Warner Bros. em Hollywood foi um cão, Rin Tin Tin,[5] que havia sido trazido da França após a primeira guerra por um soldado americano.[6] Rin Tin Tin estreou no curta Where the North Begins. O filme foi um sucesso, e Jack Warner concordou em assinar com o cão mais filmes por 1000 dólares a semana.[5] Rin Tin Tin se tornou a maior estrela do estúdio.[5] Jack Warner o apelidou de "The Mortgage Lifter"[5] e o seu sucesso impulsionou a carreira de Darryl F. Zanuck.[7] Zanuck eventualmente se tornou o maior produtor do estúdio[8] e entre 1928 e 1933 serviu como braço direito e produtor executivo de Jack Warner.[9] Mais sucesso veio quando Ernst Lubitsch foi contratado como diretor principal ;[7] Harry Rapf deixou o estúdio e aceitou trabalhar na Metro-Goldwyn-Mayer.[10] A obra de Lubitsch The Marriage Circle foi o filme de maior sucesso do estúdio em 1924, e estava na lista do New York Times como melhor do ano.[7]

Estrela de Jack Warner na Calçada da Fama do Canadá.

Apesar do sucesso de Rin Tin Tin e Lubitsch, os Warners ainda não haviam alcançado o sucesso desejado.[11] Assim sendo, Sam e Jack decidiram oferecer ao então ator da Broadway John Barrymore o papel principal em Beau Brummell.[11] O filme foi um sucesso, e Harry Warner concordou em assinar com Barrymore um longo e generoso contrato;[12] assim como The Marriage CircleBeau Brummell foi considerado um dos dez melhores filmes do ano pelo The New York Times.[12] Pelo final de 1924, a Warner Bros. era o mais bem sucedido estúdio independente de Hollywood,[12] mas ainda concorria com os "The Big Three" estúdios, (First National, Paramount Pictures, e Metro–Goldwyn–Mayer).[13] Como resultado, Harry Warner — enquanto falava para uma convenção de exibidores independentes em Milwaukee, Wisconsin — conseguiu convencer os investidores a gastar dinheiro com publicidade nos jornais,[14] e Harry viu que era a oportunidade de estabelecer teatros em cidades grandes, como Nova Iorque e Los Angeles.[14] Ao tempo que o estúdio prosperava, ele ganhava solidez junto a Wall Street, e em 1924 a Goldman Sachs fez um grande empréstimo ao estúdio. Com esse dinheiro, os Warners compraram o Vitagraph Studios, que possuía um sistema de distribuição nacional.[14] Em 1925, os Warners também se lançaram no rádio, estabelecendo a bem sucedida KFWB de Los Angeles.[15]

1925–35: Som, Cor e Estilo

Warner Bros. foi pioneira com filmes de sincronização sonora (uma grande inovação tecnológica na época), (conhecido em inglês naquela época como "Sound film", "talking pictures" ou mesmo "talkies"). Em 1925, a pedido de Sam, os Warners concordaram em expandir suas operações adicionando esse recurso em todas as suas produções.[16] Harry, todavia, era contra,[17] fazendo uma famosa pergunta, "Who the hell wants to hear actors talk?" Em fevereiro de 1926, o estúdio sofreu uma perda liquida de $333,413.[18] Apos um longo período negando os pedidos de Sam, Harry autorizou o uso do som, concordando em ser usado apenas para música de fundo.[16] Os Warners assinaram com a empresa Western Electric e criaram a Vitaphone.[19] Em 1926, a Vitaphone começou a fazer filmes com música, sendo o mais notável Don Juan estrelando John Barrymore. Para a estreia do filme, Harry Warner comprou o Piccadilly Theater em Manhattan, Nova Iorque e o renomeou de Warner Theater.[20]

Don Juan estreou no Warner em 6 de agosto de 1926.[20] nos primeiros anos de exibição de filmes, os donos de teatros geralmente contratavam orquestras para tocar durante os filmes e fazerem soundtracks. Com a Vitaphone, todavia, os estúdios começaram a questionar sua necessidade.[21] Embora Don Juan fosse um sucesso de bilheterias,[22] ele não conseguiu cobrir os custos de sua produção[22] e Lubsitch deixou a Warner pela MGM.[11] Em abril de 1927, os cinco grandes estúdios (First National, ParamountMGMUniversal e Producers Distributing) levaram a Warner brothers para uma ruína financeira,[23] e a Western Electric reviu o contrato da Warner Vitaphone com termos que permitiam a participação de outras empresas nos testes sonoros.[23]

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